26/10/2026

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Lula ganha 4º mandato e Flávio não reconhece vitória petista ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Lula ganha 4º mandato e Flávio não reconhece vitória petista




Eleito para um inédito quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 13 estados. Apesar de derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 14 unidades da federação.

Depois de anunciar benefícios e programas para conquistar eleitores na reta final, Lula terá de cumprir as promessas em um cenário de contas públicas pressionadas, Congresso mais à direita e forte divisão no eleitorado, além de lidar com uma crise no Judiciário.

O resultado encerrou uma disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) marcada pela reação de Lula no segundo turno, depois de terminar a primeira votação atrás do adversário e chegar à véspera da eleição em desvantagem nas pesquisas.

No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Neste domingo (25), Lula venceu com 64,2 milhões de votos (51,79%), contra 59,8 milhões (48,21%), uma diferença de 4,4 milhões de votos — mais que o dobro da vantagem de 2,1 milhões obtida contra Jair Bolsonaro em 2022.

A mobilização também reduziu a abstenção de 21,08% para 19,22% entre os dois turnos, o menor índice em 20 anos.

Promessas na reta final

A campanha de Lula ganhou uma nova agenda depois do primeiro turno, em 4 de outubro. Para recuperar terreno, o governo anunciou medidas voltadas a públicos que enfrentavam dificuldades com crédito, endividamento e renda.

Uma das principais iniciativas foi o pacote destinado aos microempreendedores individuais (MEIs), sancionado em 21 de outubro, quatro dias antes da votação.

FLÁVIO NÃO RECONHECE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, neste domingo (25) criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições.

"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Côrte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", disse.

Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral".

"É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou o candidato derrotado.

Flávio Bolsonaro também afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração das Eleições 2026 e foi desmentido pelo Tribunal. O TSE informou que o local não é aberto à visitação e que os fiscais do PL acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados em área destinada à fiscalização.

"Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter", disse Flávio.

Redação com Agências  /  Imagem: Reprodução Tv