31/08/2026
Nas redes sociais, ela se apresenta como uma empresária de sucesso, compartilhando viagens internacionais, jantares em restaurantes caros e rotina de alto padrão. Nas páginas da Justiça, no entanto, a realidade é oposta: Roberta Luchsinger acumula derrotas em processos de dívidas não pagas que atingem diferentes perfis de credores em São Paulo e Minas Gerais. A apuração sobre os processos revela um padrão nas ações judiciais. Em diversas ocasiões, oficiais de justiça não conseguiram localizar a empresária nos endereços informados para intimá-la. Também não foram encontrados bens ou valores em contas bancárias para penhora. Em duas ações, Roberta alegou que não tem capacidade financeira para arcar com os custos do processo. Roberta figura em investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília. O inquérito apura ligações de Roberta com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como operador de fraudes em benefícios previdenciários e preso preventivamente. Sobre a relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Roberta disse: "Eu e Fábio somos amigos. Já tivemos intenção de fazermos coisas juntos fora do âmbito público, porém, sabemos que qualquer coisa que ele faça sempre será mal vista." A lista de credores de Roberta inclui profissionais autônomos e estabelecimentos de serviços. Em 2011, a empresária contratou os serviços do tapeceiro Nilton Cezar para reformar estofados, camas e revestimentos de sua residência pelo valor de R$ 61 mil. Após o pagamento inicial de R$ 25 mil, o saldo restante não foi quitado. O profissional acionou o Judiciário e obteve ganho de causa em todas as instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Acordos celebrados ao longo da execução judicial foram descumpridos. A lista de credores inclui profissionais autônomos e estabelecimentos de serviços. Em 2011, a empresária contratou os serviços do tapeceiro Nilton Cezar para reformar estofados, camas e revestimentos de sua residência pelo valor de R$ 61 mil. Outras ações judiciais somam débitos com: -Instituição de ensino: Dívida de R$ 91 mil referente a mensalidades escolares não pagas da filha ao longo de 2017. -Comércio de vestuário: Compra de R$ 6.124 realizada em 2017 em loja de roupas, cujo valor atualizado pela Justiça ultrapassa R$ 21 mil. Um quadro oferecido pela ré como garantia de R$ 100 mil desapareceu antes do leilão judicial. -Marketing político: Contratação de agência de publicidade em 2022 por R$ 42 mil para pré-campanha eleitoral, com quitação de apenas R$ 4.200. -Direitos trabalhistas: Processos movidos por uma babá e uma empregada doméstica demitidas sem verbas rescisórias, que somavam R$ 50 mil e prescreveram sem que os valores fossem recebidos. Redação com g-1 / Imagem: Reprodução redes sociais |






