14/08/2026

PARA QUEM FOI O RECADO? - Flávio Dino critica ¨pessoas com mãos sujas de sangue da ditadura¨ dando aula de liberdade ao STF PARA QUEM FOI O RECADO? - Flávio Dino critica ¨pessoas com mãos sujas de sangue da ditadura¨ dando aula de liberdade ao STF




O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez nesta quinta-feira (13) uma crítica contundente a pessoas que, segundo ele, carregam responsabilidades ou vínculos com a ditadura militar e hoje se apresentam como defensoras da liberdade para fazer cobranças à Côrte.

A declaração ocorreu durante sessão do STF, em meio à repercussão de uma operação da Polícia Federal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (11), contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de um jornalista que publicou uma reportagem sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino.

Durante sua manifestação, Dino afirmou que ele e seus familiares foram monitorados e relacionou o episódio à necessidade de preservar a independência judicial e a segurança de ministros do Supremo.

“É curioso que, antes de mim, só houve um ministro do Supremo que foi seguido e teve a sua família seguida. Só um, antes de mim. Foi, de novo, na longa noite da ditadura. Portanto, eu sou o segundo”, afirmou.

Ministro defende independência do STF

Dino argumentou que diferentes garantias constitucionais precisam ser protegidas simultaneamente, incluindo a liberdade de imprensa, o sigilo da fonte e a independência do Judiciário.

Segundo o ministro, magistrados não podem ser submetidos a mecanismos de intimidação. Ele citou ainda a exposição de fotografias de filhos de ministros e afirmou que esse tipo de prática pode transmitir uma mensagem de ameaça.

“Sabemos quem são eles, onde eles vão, como vão”, disse.

Na sequência, Dino criticou aqueles que, em sua avaliação, têm ligação com o período da ditadura e atualmente tentam ensinar ao Supremo o significado de liberdade.

“É muito curioso ver pessoas que têm as mãos sujas de sangue da ditadura dando aula de liberdade ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou.


Redação com DCM  /  Imagem: Reprodução divulgação STF