28/05/2026

JORNADA DE TRABALHO - Avanço do fim da 6x1 depende de Alcolumbre e Lula atuará pela aprovação JORNADA DE TRABALHO - Avanço do fim da 6x1 depende de Alcolumbre e Lula atuará pela aprovação




A PEC que propõe o fim da escala 6x1 foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avançar. O texto foi aprovado, na noite de quarta-feira (27), por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue agora para análise dos senadores.

A agilidade da tramitação no Senado, no entanto, ainda precisa de um distensionamento na relação entre o Executivo e o Legislativo. Para isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve começar a destravar a relação com o chefe da Casa Alta.

Após a aprovação do texto na Câmara, Lula foi às redes sociais para comemorar o que chamou de "conquista histórica". Na publicação, ele agradeceu o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e disse que o governo vai trabalhar "intensamente" para que o Senado dê aval ao texto.

Para começar a tramitar no Senado, a PEC precisa ser pautada por Alcolumbre. O senador passa por um momento de tensão com o Planalto depois da rejeição histórica da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) em abril. Lula e Davi deixaram de se falar, mas na avaliação do Planalto, uma pauta como o fim da escala 6x1 exigirá um esforço do petista para retomar as relações institucionais.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou que Lula fará esse movimento de buscar Alcolumbre para reatar a relação de “dois amigos que ficam alguns meses sem se falar”.

"O Senado também terá a sabedoria de ouvir o grito da sociedade brasileira. Vamos conversar com o Davi e tenho certeza que a sensibilidade vai convencer o senador", disse.

A tendência é que o encontro aconteça entre esta quinta (28) e a sexta-feira (29). Os dois devem discutir o formato da proposta no Senado e, principalmente, a agilidade na votação. Lula vai reforçar a demanda do Planalto de manter a redação mais parecida possível com o que foi aprovado na Câmara e aprovar o texto antes das eleições deste ano.

Redação com CNN-Brasil  /  Imagem: Reprodução Agência Senado