17/05/2026
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, deverá ser candidato à presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) nas eleições de 2026. A informação foi confirmada à revista VEJA pelo presidente nacional do partido, João Caldas. “Joaquim Barbosa é um grande quadro para o Brasil e abriu o leque, está comprometido a abraçar a política. É um nome para pacificar o país”, disse Caldas. A pré-candidatura deve ser publicamente anunciada pelo partido nos próximos dias. Com a escolha de Barbosa, o DC retira a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, que havia sido anunciada em janeiro deste ano. Segundo Caldas, a decisão se deve ao fraco desempenho de Rebelo nas pesquisas — em levantamento divulgado pela Quaest na semana passada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados foi o único presidenciável que não pontuou na sondagem eleitoral. Ainda conforme o presidente do DC, Rebelo já foi informado sobre a decisão e terá “todo o apoio do partido” caso deseje disputar uma vaga na Câmara ou no Senado em 2026. Barbosa já foi cotado duas vezes pelo PSB, mas o plano não foi adiante Em 2018, Joaquim Barbosa filiou-se ao PSB e chegou a ser ventilado como candidato à Presidência, mas optou por não disputar o pleito — à época, a desistência foi anunciada pelo partido como “decisão estritamente pessoal” do ex-ministro. Seu nome voltou a ser cotado em 2022, mas o ex-magistrado novamente preferiu não concorrer e anunciou apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Indicado ao STF por Lula, Barbosa assumiu a vaga em junho de 2003 e permaneceu no cargo até julho de 2014, quando anunciou sua aposentadoria. Neste período, chegou a ser presidente da Côrte por um mandato, entre 2012 e 2014. Durante a magistratura no Supremo, Joaquim Barbosa destacou-se pela atuação como relator das acusações do Mensalão. O julgamento foi encerrado em 2012 com a condenação de 25 dos 38 réus, incluindo o publicitário Marcos Valério, o ex-ministro José Dirceu (PT) e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, atual presidente nacional do PL. Redação com revista veja / Imagem: Reprodução Agência Brasil |






