30/04/2026

CLIMA DE VELÓRIO E CONFLITO - Após derrota de Messias no Senado, governo reage e dispara: Agora é guerra CLIMA DE VELÓRIO E CONFLITO - Após derrota de Messias no Senado, governo reage e dispara: Agora é guerra





Integrantes do governo do presidente Lula (PT) reagiram com forte tensão à derrota do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, no Senado Federal, nesta quarta-feira (29). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a avaliação interna é de surpresa com o resultado e de agravamento da relação política com o comando da Casa.

De acordo com ministros e assessores próximos ao governo, o resultado da votação não era esperado pelo núcleo político do Planalto, que considerava o cenário mais favorável para o indicado.

Conforme a coluna Milena Teixeira, do site Metrópoles, a articulação no Senado teria contado com movimentações de parlamentares do Centrão, o que teria influenciado o resultado final da votação. Não há confirmação pública das acusações feitas nos bastidores.

Diante do resultado, interlocutores afirmam que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entrou em um novo nível de desgaste político, com avaliação de que o canal de diálogo ficou mais restrito.

Em meio à crise, um ministro resumiu o clima interno do governo com a expressão: “agora é guerra”, indicando endurecimento no posicionamento político do Planalto após a derrota no Senado. Segundo relatos, o governo também passou a monitorar articulações políticas feitas durante o processo de votação.

O COCHICHO DE ALCOLUMBRE

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cravou a diferença no placar de votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) no plenário, antes mesmo do resultado ser divulgado.  

Ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), Alcolumbre sussurrou: 'Acho que ele vai perder por oito', em cochicho captado na transmissão da TV Senado.  

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jorge Messias foi o 1º nome a ser barrado pelo Senado Federal em 132 anos. O último presidente que não conseguiu emplacar seu candidato para o Supremo Tribunal Federal foi marechal Floriano Peixoto, em 1894. 

Redação com metrópoles  /  Fotomontagem: Reprodução redes sociais