25/04/2026
Há pessoas que passam pela vida apenas repetindo o que já existe. Outras olham para o horizonte e perguntam: por que não fazer melhor? Dalton Gadelha parece pertencer a esse segundo grupo. Médico, empresário e educador, ele construiu sua trajetória como quem não aceita o limite da paisagem. Nasceu em Sousa, no sertão paraibano, mas fez de Campina Grande o grande palco de sua atuação profissional, empresarial e educacional. Na bela imagem de Benedito Antonio Luciano, “vê mais longe a gaivota que voa mais alto”. A frase serve bem para falar de Dalton. Desde cedo, ele parece ter compreendido que excelência não nasce do acaso. Nasce de inquietação, estudo, coragem e capacidade de enxergar antes dos outros aquilo que ainda parece distante. No início de sua caminhada médica, ao lado do irmão, o também médico Renato Gadelha, Dalton já demonstrava esse espírito de voo alto. A chegada do ultrassom a Campina Grande, em uma época em que esse equipamento ainda era novidade, representou mais do que um avanço técnico: representou uma mudança de patamar no diagnóstico médico da cidade e de toda a região. Foi como acender uma luz dentro do corpo humano, permitindo que a medicina local enxergasse melhor, decidisse melhor e cuidasse melhor.
Mas a inquietação de Dalton não parou na medicina assistencial. Ele avançou para a educação. Criou e consolidou uma universidade de grande relevância em Campina Grande, com destaque para o curso de Medicina, formando profissionais e fortalecendo a cidade como polo de ensino superior. Depois veio o passo mais ousado: o Hospital HELP. O HELP não nasceu como um hospital comum. Nasceu como projeto de futuro. Seu próprio conceito — Hospital de Ensino e Laboratórios de Pesquisa — já indica uma ambição maior: unir assistência médica, formação profissional, pesquisa, tecnologia e humanização. O HELP se apresenta como referência regional e nacional, combinando tecnologia avançada, infraestrutura de ponta e filosofia centrada no respeito à dignidade humana. O HELP é a materialização de uma ideia simples e poderosa: medicina de excelência não deve ser privilégio de poucos. O hospital foi concebido para atender quem pode pagar consulta particular, quem possui plano de saúde e, principalmente, quem depende do SUS. Essa é talvez a dimensão mais humana do projeto. Porque tecnologia sem acesso vira vitrine; tecnologia com acesso vira transformação social. A estrutura impressiona. 400 leitos, 25 salas de cirurgia, centro obstétrico, centro de diagnóstico por imagem, centro oncológico, radioterapia, quimioterapia, medicina nuclear e cirurgia robótica. 30 mil metros quadrados de área construída e apresentou o HELP como o maior hospital da Paraíba e entre os maiores do Nordeste. Dalton parece ter pensado o hospital como se pensa uma nave: cada setor com função, cada equipamento com propósito, cada profissional como parte de uma missão maior. Não basta ter paredes bonitas. É preciso ter fluxo, ciência, acolhimento, método e gente preparada. O HELP tem essa característica rara: tenta unir alta complexidade com atendimento humanizado. É como se dissesse que o futuro da medicina não está apenas nos robôs, nos exames de imagem ou nos equipamentos sofisticados. Está também na forma como o paciente é recebido, orientado, ouvido e respeitado. A Unifacisa, ao divulgar a inauguração da segunda fase do hospital, destacou justamente a combinação entre estrutura de ponta, tecnologia de última geração, sustentabilidade e atendimento de excelência para a região Nordeste. Dalton Gadelha, nesse sentido, não pode ser visto apenas como empresário. Ele se aproxima da figura do construtor de instituições. Há empresários que vendem produtos; há outros que constroem legados. O HELP é legado. A Unifacisa é legado. A introdução de novas tecnologias médicas em Campina Grande também é legado. Na metáfora da gaivota, Dalton voou alto porque viu longe. Na metáfora do foguete, ele venceu a gravidade do atraso. Porque toda cidade do interior enfrenta uma força invisível que tenta puxá-la para baixo: a ideia de que tecnologia avançada só deve existir nas capitais, que medicina de ponta pertence aos grandes centros, que o interior deve se contentar com menos. Dalton parece ter recusado essa lógica. Campina Grande sempre teve vocação para ousar. É cidade de universidade, tecnologia, comércio, saúde, educação e inteligência empreendedora. O HELP reforça essa vocação. Coloca Campina Grande em outro mapa: não apenas como cidade que encaminha pacientes para fora, mas como cidade que recebe, trata, ensina e desenvolve medicina avançada. No aniversário de três anos do HELP, o que se comemora não é apenas a existência de um hospital. Comemora-se uma visão. A visão de que o sertanejo de Sousa, o caririzeiro, o brejeiro, o campinense, o morador do litoral e o cidadão simples do interior paraibano também merecem acesso ao que há de melhor. Comemora-se a coragem de investir onde muitos duvidariam. Comemora-se a persistência de quem começou com diagnóstico por imagem, avançou para a educação médica e chegou a um complexo hospitalar de alto padrão. Dalton Gadelha representa essa figura rara: o homem que não apenas sonha alto, mas organiza as condições para que o sonho fique de pé, abra as portas e atenda pessoas todos os dias. Se Benedito escreveu que a gaivota vê mais longe porque voa mais alto, pode-se dizer que Dalton viu mais longe porque nunca aceitou voar baixo. Ele olhou para Campina Grande e enxergou não apenas uma cidade do interior, mas uma plataforma de excelência. Olhou para a medicina e viu não apenas uma profissão, mas uma missão. Olhou para o hospital e viu não apenas um prédio, mas um instrumento de dignidade humana. O HELP, aos três anos, é mais do que um empreendimento. É um símbolo. Símbolo de ousadia, aprendizado, coragem, humanização e busca permanente da excelência. E Dalton Gadelha, como a gaivota que rompe o voo comum, mostrou que quem pensa alto, trabalha sério e serve ao próximo pode transformar uma cidade inteira em referência. Texto do professor Emir Candeia Gurjão publicado no portal apalavraonline |







