17/04/2026
O Tribunal de Contas da União determinou a reformulação das regras para uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por autoridades e deu prazo de 30 dias para apresentação de um plano de ação. A decisão envolve a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica. A partir das novas diretrizes, será obrigatório justificar formalmente o uso de aviões oficiais em vez de voos comerciais. Auditoria do TCU analisou 266 voos e identificou falhas relevantes: em mais de um quarto dos casos não havia documentação disponível, além da ausência de dados básicos como finalidade da viagem e identificação de passageiros. Entre as principais exigências determinadas pelo tribunal estão: -demonstração da necessidade real de uso da FAB em vez da aviação comercial; -justificativa formal do motivo da viagem (serviço, segurança ou emergência médica); -comprovação documental da situação que motivou o voo; -identificação completa dos passageiros, com nome, cargo e CPF; -demonstração da relação entre os integrantes da comitiva e a agenda da autoridade; -registro e arquivamento dos documentos para garantir transparência e prestação de contas. O TCU também apontou falhas nos controles internos, destacando que a FAB atua como executora dos pedidos, sem verificar adequadamente o cumprimento dos requisitos legais. Entre março de 2020 e julho de 2024, foram realizadas 7.491 missões para transporte de autoridades, com mais de 73 mil passageiros e custo estimado 285 milhões 200 mil reais. Como encaminhamento, o tribunal recomendou maior rigor na fiscalização e melhorias nos controles para evitar uso indevido de recursos públicos. Redação com sistema globo / Imagem: Reprodução divulgação FAB |






