26/03/2026

MALHANDO QUASE SEM ROUPA - Alunos exibindo corpos causam polêmica em academias MALHANDO QUASE SEM ROUPA - Alunos exibindo corpos causam polêmica em academias





O caso da engenheira Poliana Frigi (fotos) que relatou ter sofrido constrangimento após ser orientada por uma funcionária de uma academia a cobrir o top durante o treino virou debate na internet nesta semana. O episódio que aconteceu em São José dos Campos, São Paulo, gerou diversos questionamentos nas redes sociais. Afinal, as academias podem barrar os alunos por causa da vestimenta?

Relembre o caso:

No Instagram, Poliana publicou um vídeo explicando como a polêmica aconteceu. Segundo a engenheira, enquanto ela estava treinando foi advertida pela recepcionista da unidade, que questionou o tamanho do top que ela estava usando:

“Eu estava com um top de academia, de uma marca conhecida no mundo fitness, e fui abordada pela secretária da academia, pela recepcionista, perguntando se eu estaria de sutiã. No momento, eu fiquei preocupada, falei, ‘não, não tô, é o top’, mostrei o logo, mostrei a marca, e expliquei pra ela que aquilo era um top, até dei o tecido pra ela ver, e ela falou que teve gente reclamando que eu estaria de sutiã, porque a alça do top era muito fina”, explicou a engenheira.

Poliana também disse que a secretária chegou a sugerir que ela usasse uma camiseta por cima do top porque no local tinham ‘homens casados’ e que a atitude seria ‘pela sua própria segurança’.

Academias podem fazer isso?

Em entrevista ao jornal o tempo, a advogada Débora Gonçalves explica que as academias podem impor regras, mas com limites e desde que não interfira em direitos e garantias fundamentais: “A academia não pode impor o tipo de investimento que o aluno vai utilizar, a não ser que seja por questões de higiene ou segurança, explica a especialista.

A desculpa dada pela secretária da academia de São José dos Campos, de que teriam ‘homens casados’ no local, também fere o direito do consumidor. “As regras impostas pela academia, seja no contrato, seja no regulamento, não pode ter tratamento diferenciado entre homem e mulher. Porque caso haja uma diferenciação, pode sim haver discriminação”.

A academia frequentada pela aluna reforça que não compactua com condutas inadequadas ou que possam causar constrangimento e reafirma seu compromisso com a melhoria contínua de seus processos. Pedimos desculpas à nossa aluna e a todos que se sentiram afetados por este episódio.

Não demora, e teremos academias onde todo mundo vai malhar pelado.

Redação com jornal o tempo  /  Imagem: Reprodução Instagram