07/03/2026

UM ARQUIVO MORTO - ¨Sicário¨ de Daniel Vorcaro não pode mais falar UM ARQUIVO MORTO - ¨Sicário¨ de Daniel Vorcaro não pode mais falar




Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, apontado como o 'Sicário' de Daniel Vorcaro, morreu nesta sexta-feira (6) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de Mourão. 

Em nota, o advogado Robson Lucas da Silva afirmou que o óbito foi confirmado pela unidade de saúde às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h15.

A defesa aponta que o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil (PCMG).

Quem era o 'Sicário' de Daniel Vorcaro?

Mourão era apontado como espião e matador de aluguel de Vorcaro. Ele foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade de saúde desde que foi preso durante a Operação Compliance Zero.

Após a prisão, versões conflitantes sobre a saúde do ‘Sicário’ vieram à tona. Na quarta-feira (4), quando ele deu entrada no João XXIII, houve relatos de que Mourão teve morte encefálica. A versão, porém, foi contestada por familiares e pela gestão do hospital, que disseram, apenas, que o quadro era gravíssimo. A Polícia Federal, na oportunidade, desmentiu o óbito. 

De acordo com a PF, o rapaz de 43 anos atentou contra a própria vida na tarde de quarta-feira (4). O investigado estava na Superintendência da instituição em Belo Horizonte e foi socorrido pelo Samu. 

Ele foi identificado pela PF como operador central de "A Turma", sendo responsável por coordenar grupos de vigilância e monitoramento de alvos considerados adversários. As investigações indicam que Mourão acessava bases restritas de órgãos públicos - inclusive sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de entidades internacionais - por meio de credenciais de terceiros.

O 'Sicário' também atuaria na coleta de dados sobre autoridades, jornalistas e críticos, na remoção de conteúdos digitais mediante expedientes que simulavam pedidos oficiais e na mobilização de equipes para monitoramento presencial e intimidação.

Redação com o tempo  /  Imagem: Reprodução redes sociais