22/02/2026
Mais de mil produtos importados passaram a pagar imposto mais alto no Brasil neste mês, após decisão do governo federal que elevou em até 7,2 pontos percentuais as tarifas sobre bens de capital e itens de informática e telecomunicações — incluindo smartphones. Segundo o Ministério da Fazenda, as importações desses segmentos cresceram 33,4% desde 2022 e já representam mais de 45% do consumo nacional, patamar que, segundo a pasta, ameaça a indústria local. O governo sustenta que a medida é “moderada e focalizada” e busca conter concorrência considerada assimétrica, além de reduzir a dependência externa. Importadores e representantes do setor produtivo, no entanto, criticam a decisão e alertam para impactos na competitividade e no custo de investimentos. Para Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o aumento pode afetar diretamente projetos de modernização. Ele avalia que o país já opera com máquinas antigas e que a elevação das tarifas tende a encarecer equipamentos essenciais à produtividade. Na prática, o setor estima reflexos no preço de eletrodomésticos, motores de portão, manutenção hospitalar, exames médicos e obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. O governo, por sua vez, afirma que o impacto sobre a inflação deve ser baixo e indireto, já que os bens atingidos são majoritariamente insumos de produção. A Fazenda também aposta em maior substituição por produtos nacionais e melhora do saldo externo. Apesar do aumento, foi aberta a possibilidade de pedidos de redução temporária da alíquota para zero até 31 de março, com concessões provisórias de até 120 dias para itens antes beneficiados. A medida brasileira ocorre no mesmo momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, reacendendo o debate global sobre o uso de barreiras tarifárias para proteção econômica. Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: -Telefones inteligentes (smartphones) -Torres e pórticos -Reatores nucleares -Caldeiras -Geradores de gás de ar -Turbinas para embarcações -Motores para aviação -Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes -Fornos industriais -Congeladores (freezers) -Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas -Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas -Empilhadeiras -Robôs industriais -Máquinas de comprimir ou de compactar -Distribuidores de adubos (fertilizantes) -Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira -Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes -Máquinas e aparelhos de impressão -Cartuchos de tinta -Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão -Máquinas para fiação de matérias têxteis -Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado -Martelos -Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados -Máquinas de cortar o cabelo -Painéis indicadores com LCD ou LED -Controladores de edição -Tratores -Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes -Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis -Navios de guerra -Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial -Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética -Aparelhos dentários -Aparelhos de tomografia computadorizada Redação com Agências / Imagem: Reprodução Tv |






