11/02/2026
O Brasil repetiu em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), conforme relatório divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. Com isso, permanece na 107ª posição entre os 182 países e territórios avaliados. O país obteve 35 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. Quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção. O resultado obtido indica estagnação em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos. De acordo com a Transparência Internacional, a variação de um ponto não é estatisticamente significativa e mantém o Brasil bem abaixo da média global e das Américas, ambas em 42 pontos. O IPC é considerado o principal indicador mundial sobre corrupção e é elaborado a partir da análise de até 13 fontes independentes que reúnem a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas no setor público e mecanismos de prevenção. Na comparação internacional, o Brasil ficou próximo de países como Sri Lanka, que também obteve 35 pontos, e atrás de Argentina, Belize e Ucrânia, que alcançaram 36. Entre os mais bem colocados do ranking estão Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84), enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições, com 9 pontos cada. Segundo o estudo, o desempenho brasileiro reflete um cenário marcado por sucessivos casos de macrocorrupção e por fragilidades institucionais persistentes. O documento destaca operações de grande impacto ao longo do ano, como investigações sobre desvios de emendas parlamentares, fraudes previdenciárias no INSS e a maior fraude bancária já registrada no país (Banco Master). O relatório também ressalta avanços pontuais, como o uso ampliado de inteligência financeira para o combate à lavagem de dinheiro, mas critica a resposta do governo federal a alguns escândalos, considerada tardia e politicamente controversa. Para a Transparência Internacional, o cenário reforça a necessidade de retomar com urgência uma agenda consistente de enfrentamento à corrupção, com maior coordenação institucional e fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência. Redação com CNN-Brasil / Imagem ilustrativa: Reprodução Tv Cultura |






