13/01/2026
Milhares de iranianos se reuniram nesta segunda‑feira (12) na Praça Enghelab, no centro de Teerã, em um ato organizado pelo regime para demonstrar apoio à República Islâmica e homenagear integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos antigovernamentais. A imprensa francesa destaca que a atual onda de protestos marca um ponto de inflexão para a República Islâmica. Imagens exibidas pela televisão estatal mostraram manifestantes agitando bandeiras nacionais e participando de orações em memória das vítimas do que o governo classifica como "tumultos". As mobilizações anti e pró-regime ocorrem em meio à intensificação da repressão aos opositores, que se espalharam pelo país desde o fim de dezembro e já deixaram centenas de mortos, segundo organizações de direitos humanos. No plano diplomático, a crise ganha novos contornos: a União Europeia informou que avalia a imposição de novas sanções contra o Irã, em resposta à violência empregada pelo regime. Apagão digital imposto pela ditadura dos aiatolás dificulta a coleta de dados, mas registros convencionais apontam para mais de 6.000 mortos. O Itamaraty(Governo brasileiro) que tem distribuído notas sobre quaisquer acontecimentos em outros países, se omite diante dos crimes cometidos no Irã. A maioria dos assassinados pela teocracia tinha menos de 30 anos, segundo Mahmood Amiry Moghaddam, diretor da IHR. Redação com Agências / Imagem: Reprodução Tv |






